De Bike até Morretes

Acordamos as 4h45 da matina para esta aventura. Todo mundo estava sonolento e cansado, pois ficamos fazendo a maior bagunça na casa de meu primo Rafael, mas mesmo assim começamos a arrumar as coisas para a partida. No caminho fomos até a casa do Chefe Carlos, que já nos esperava e, como estava fazedo muito frio, aproveitamos para nos agasalhar melhor.

Pegamos a BR rumo a entrada da Estrada da Graciosa e tivemos apenas o imprevisto de um pneu furado, o do Chefe Carlos, que estava totalmente careca. Paramos muito pouco até chegar na entrada da histórica estrada. Quando chegamos na estrada minha empolgação me permitiu disparar na frente de todo mundo… Fazer aquela estrada de bike é alucinante! A natureza pulsa por todos os lados. Na descida da estrada foi a minha vez de ter um pneu furado, bem próximo ao recanto “Mãe Catira”. A Graciosa neste dia estava bastante movimentada e os recantos cheios de gente fazendo o churrasco e aproveitando o domingão com a família. No caminho até a cidade de Morretes notamos que o pneu do Chefe Carlos estava bastante avariado, com a câmara saindo por um enorme buraco no pneu. Uma cena muito tosca. Devido a este fato tivemos que diminuir o ritmo. Nesta parte do trajeto o caminho é bastante intediante, sendo uma extensa reta com uma igrejinha ao fundo, que nunca chega. O que compensa são as paisagens, com montanhas, muito verde por todos os lados, além das simpáticas casinhas dos nativos.

Chegamos a cidade de Morretes sem maiores problemas, sendo que tive apenas algumas queimaduras no rosto, devido ao sol. Fomos até a estação, compramos as passagens (para nós e as bikes) e aproveitamos para brincar nos brinquedos do parque de diversões até que o trem chegasse. A viagem de trem foi um inferno, devido a alguns “farofeiros” que teimavam em escutar música no último volume, tornando nosso retorno um inferno. Chegamos em Curitiba, enfrentamos mais o percurso da rodoferroviária até em casa e, quando chegamos, uma boa festinha de dia das mães nos esperava, com bastante comida na mesa. Nem preciso contar que capotei quando cheguei em casa.

Retirado do meu caderno de anotações datado de 12/05/96

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Posted on 13/05/1996, in Viagens and tagged , . Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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