Piriápolis – Atlântida

A casinha de salva-vidas.

Texto extraído de um dos cadernos do viagem que relatam a travessia daAmérica do Sul Leste-Oeste datado de 24/12/02:

 
Levantamos cedo na cidade de Piriápolis e logo fomos atrás de algum mercado para comprar algo baratinho para nosso café da manhã. Antes de ir atrás do café ficamos cerca de 2 horas em frente a casa de câmbio para trocarmos míseros R$ 10. Foi foda, pois como o Rômulo é mais gordinho ele era quem mais sofria por causa da fome. Com o dinheiro em mãos seguimos então ao tal mercado e compramos pães, queijo, presunto e algumas maças. Com o café tomado sentamos na beira da estrada e não demorou muito para conseguirmos uma carona até a estrada. Estávamos animados! Na estrada foi foda, pois ficamos umas 2 horas sob sol escaldante esperando uma boa alma nos dar uma caroninha, até que apareceu uma caminhonete que nos levou até a cidade de Atlântida.
 
Chegando em Atlântida caminhamos pela praia (maravilhosa), descansamos e sentamos em uma pracinha, em frente a um hotel. Ficamos um bom tempo alí, analisando qual seria nosso próximo passo, até aparecer o dono do hotel, que gentilmente nos emprestou o banheiro. Como era véspera de natal vai ver que o senhor estava com o espírito natalino aflorado… enfim… o banheiro foi bastante reconfortante. Depois disto perdemos algum tempo tentando cambiar alguns dólares.

Estávamos bastante cansados e fatigados e resolvemos ligar para a nossa amiga Mariana, que nos abrigaria em Montevidéu, para avisá-la onde estávamos e que provavelmente no dia seguinte estaríamos chegando. A tarde foi chegando e novamente iniciamos a maratona atrás de algum local para dormir. Nossa primeira idéia foi pedir pozo em uma das celas da delegacia da cidade. O delegado, que nos atendeu nos perguntou se tínhamos barraca e foi enfático em sua resposta: – Ah, então vão dormir na praia! Para a praia fomos, mas antes passamos no mercado e compramos algumas bolachas (Trakinas) e suco.

Em nossa busca por um lugar a beira-mar para pernoitar acabamos encontrando uma casinha de salva-vidas, que estava desabitada. A casinha era pequena, mas bastante atraente para nos abrigar naquela noite. Passamos a noite de natal comendo um belíssimo “buffet” de biscoito (de vários tipos) e tomando suco (também de vários sabores) no gargalo da garrafa pet. Foi um natal bastate diferente, bem longe de casa, sentindo um cansaço e esgotamento tremendo, mas nunca me senti mais feliz em toda a minha vida. Fogos de artifício iluminavam o céu naquela noite, o mar estava calmo e não ventava. Na distância podíamos escutar as pessoas comemorando junto de suas famílias. Durante a madrugada fomos surpreendidos por um casal na porta da casinha de salva-vidas… imagino o que estavam buscando… Dormimos bem!

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Posted on 24/12/2002, in Uruguai, Viagens and tagged , , , . Bookmark the permalink. 1 Comentário.

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