Teatro São João da Lapa

Nesta quinta-feira estive na cidade da Lapa, juntamente com meu amigo Sérgio Smythe, com o objetivo de fazer uma pequena palestra informativa para reabrir o Grupo Escoteiro da Lapa. A cidade, para quem a conhece, por sí só já é uma volta no tempo. O local da palestra foi o Teatro São João, o último remanescente dos teatros abertos na “Província do Paraná”. A presença na palestra foi considerável, contando com mais de 50 pessoas.

O teatro possúi 212 lugares, 79 na platéia e 133 distribuídos nos camarotes.

Ainda hoje, passados mais cem anos, a lembrança do dia em que o trânsito assustou os cavalos, fazendo-os disparar com as carruagens, continua parte das histórias que os habitantes da Lapa costumam rememorar quando evocam seus antepassados. Mais, talvez, que uma nebulosa visita do Imperador D. Pedro II, que um jornalista da comitiva imperial assim registrou: “Houve um baile esplêndido, de que nem vimos o fim. No meio da terceira valsa, fomos polcando até Morretes e, de lá, num galope infernal até Curitiba”. Quanto a D. Pedro II, que diziam meticuloso, afirma no dia 2 de junho de 1880, em seu diário: ” Na Lapa também começou-se um theatro que felizmente aproveitaram para pequena livraria pública que dá livros a quem os pede para ler. Lembrei que utilizassem o theatro para salas de aulas”.

O Teatro São João transformou-se em enfermaria de emergência na Revolução Federalista, em cinema mudo no início do século XX, em cinema falado, o primeiro da cidade. Além disso, sediou a Primeira Exposição Regional de Agricultura e, durante vários anos, leilões de perus, leitões, galinhas e objetos variados, em benefício da festa de São Benedito.

Quase em ruínas, em 1950 o prédio foi adapatado para abrigar a Rádio Legendária da Paróquia da Lapa, que ocupou durante vinte e cinco anos. Tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1969 e, mais tarde, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o Teatro São João, único remanescente dos teatros construídos na Província do Paraná, foi restaurado pelos arquitetos José La Pastina Filho e Cyro Correa de Oliveira Lyra, sob a orientação do IPHAN, em convênio com a Prefeitura. Entregue novamente ao público em 1976, como sala de espetáculos, cumpre o papel que lhe reservaram Emydio Westphalen, Pedro Fortunato de Souza, Magalhães Junior e João Domingos Garcia. Representantes da Sociedade Literária Lapeana, eles compraram, por 500 mil réis, em 1873, um terreno que media 93 palmos de fundos…

Parte do texto retirado do site: http://www.ctac.gov.br

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Posted on 15/04/2009, in Curiosidades, Escotismo and tagged , , . Bookmark the permalink. 1 Comentário.

  1. MARCO TÚLIO

    PARABÉNS PELO RESGATE DO PASSADO.PARTICULARMENTE ME SINTO HONRADO EM VER FIGURAR O NOME DE UM ANCESTRAL; MEU TRISAVÕ,PEDRO FORTUNATO DE SOUZA MAGALHÃS JUNIOR,DO QUAL TENHO UM ENORME ORGULHO EM FAZER PARTE DE SUA VALOROSA DESCENDÊNCIA.
    ABRAÇO FORTE E PARABÉNS

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