Será que Agora Vai??

A Casa do Ipiranga em bom estado de conservação.
A Casa do Ipiranga nos dias atuais.
Em março estive em duas oportunidades fazendo a Trilha do Itupava, caminho que passa ao lado da famosa Casa do Ipiranga e pude constatar o descaso com nossa história. Hoje recebi por e-mail a notícia abaixo, que parece ser uma boa solução para o problema.
O grito da Ipiranga Casa histórica da ferrovia Curitiba/Paranaguá poderá ser recontruída depois de virar ruína

FONTE:
http://jornale.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=19590&Itemid=52
Reportagem Jadson André*

A Casa do Ipiranga, símbolo da construção da estrada de ferro Curitiba-Paranaguá, está destruída. Utilizada como apoio aos engenheiros e trabalhadores da histórica ferrovia inaugurada em 1885, foi abandonada desde 1995 depois da privatização da estrada. Em ruínas, fruto da ação de vândalos, agora poderá ser reformada e se transformar na sede de uma instituição de cunho social e ecológico. A Ong “Moradas do Tempo”, financiada pela empresa LN Empreendimentos, anunciou que já tem os planos para a empreitada ao custo de R$ 600 mil. O início das obras está previsto para meados de 2010.Com arquitetura e mobília clássica, a casa também serviu como posto de telégrafo, local de hospedagem e centro de reuniões dos funcionários da Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima (RFFSA). Localizada à margem da ferrovia e no caminho do Itupava, está encravada dentro do Parque Estadual da Serra da Baitaca, uma unidade de conservação ambiental. O imóvel pertenceu a RFFSA até a sua privatização, depois de posto a leilão. Neste tempo todo, por estar em local de acesso público em meio a Floresta Atlântica, a casa sofreu a ação de pessoas que roubaram os materiais e destruíram a ponto de restarem apenas as paredes fortificadas com trilhos de trens.

Devido à morosidade legal, somente no final de 2003 as empresas LN Empreendimentos e Confronto Imóveis conseguiram o direito possessório. Para que a reforma pudesse ser viabilizada seria necessário à posse do registro do imóvel.

A América Latina Logística (ALL), empresa que tem a concessão da estrada de ferro, não se responsabilizou pelos imóveis históricos da linha férrea. A empresa informou, por meio de nota, que “o contrato de concessão ferroviária prevê que a ALL seja a responsável pelos bem considerados operacionais (estações, pátios e demais locações necessárias à operação ferroviária)”.

Segundo Luis Napoleão Filho, dono da LN Empreendimento, para que o registro fosse feito em nome da Ong “Moradas do Tempo” foi necessário recorrer ao usucapião. “Temos a expectativa de ter o registro da Casa do Ipiranga para este semestre. Com ele em mãos, poderemos por em prática o projeto de reforma”, disse Napoleão Filho.

O projeto, contudo, só será concretizado se houver aprovação da verba através da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei nº 8.313), conhecida também por Lei Rouanet, de incentivo cultural.

Napoleão informa que, se tudo der certo, depois de restaurada a Casa do Ipiranga será destinada ao uso de uma instituição de cunho social. “Analisaremos as propostas. Isso deverá ser definido antes do fechamento do projeto oficial, para que a obra seja adequada às atividades que serão empregadas no imóvel”, afirma. Ele acha que as prioridades deveriam ser a Polícia Ambiental e instituições ecológica e educacional.

*Uma força do Vitamina*

Um dos mais antigos freqüentadores da região, o senhor Paulo Henrique Schimidlin, 78 anos, mais conhecido com Vitamina, conta que na década de 80 tinha as chaves da casa e por muito tempo a utilizou como alojamento.
Naquele tempo ele servia de guia para técnicos da RFFSA pelas trilhas da mata. “Era uma bela e útil construção com detalhes muito interessantes como lareira, lindas janelas e mobília clássica com brasões da rede que administrava a estrada de ferro”, disse Schimidlin. “Muitos dos detalhes do banheiro da casa por exemplo são idênticos aos de outras construções clássicas da época, como o Castelinho do Batel”.

Hoje o ex-guia trabalha no Patrimônio Histórico da Secretaria Estadual de Cultura. Ele é favorável à reforma da casa. “Para que seja usada como ponto de informação e de referência histórica aos turistas seria o ideal. A casa sempre teve um caráter usual, nada mais justo que torná-la num ponto de encontro para quem quiser fazer o caminho do Itupava e conhecer a região”.

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Posted on 11/05/2009, in Escalada and tagged , . Bookmark the permalink. 2 comentários.

  1. Você vai levar a gente lá em outubro?
    1000 beijos

  2. Dependendo da data posso servir de guia para vcs sim! 😉
    Bjoss

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