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Buenos Aires: Las Calles de Borges

O vídeo é uma pequena homenagem ao poeta argentino Jorge Luis Borges, um dos maiores escritores de todos os tempos. O vídeo foi filmado no inverno de 2010 por Ian Ruschel, em Buenos Aires e em Capilla del Señor, na Argentina.  Ficou show de bola!

“Se eu pudesse novamente viver a vida…
Na próxima…trataria de cometer mais erros…
Não tentaria ser tão perfeito…
Relaxaria mais…
Teria menos pressa e menos medo.
Daria mais valor secundário às coisas secundárias.
Na verdade bem menos coisas levaria a sério.
Seria muito mais alegre do que fui.
Só na alegria existe vida.
Seria mais espontâneo…correria mais riscos, viajaria mais.
Contemplaria mais entardeceres…
Subiria mais montanhas…
Nadaria mais rios…
Seria mais ousado…pois a ousadia move o mundo.
Iria a mais lugares onde nunca fui.
Tomaria mais sorvete e menos sopa…
Teria menos problemas reais…e nenhum imaginário.
Eu fui dessas pessoas que vivem preocupadamente
Cada minuto de sua vida.
Claro que tive momentos de alegria…
Mas se eu pudesse voltar a viver, tentaria viver somente bons momentos.
Nunca perca o agora.
Mesmo porque nada nos garante que estaremos vivos amanhã de manhã.
Eu era destes que não ia a lugar algum sem um termômetro…
Uma bolsa de água quente, um guarda chuvas ou um paraquedas…
Se eu voltasse a viver…viajaria mais leve.
Não levaria comigo nada que fosse apenas um fardo.
Se eu voltasse a viver
Começaria a andar descalço no início da primavera e…
continuaria até o final do outono.
Jamais experimentaria os sentimentos de culpa ou de ódio.
Teria amado mais a liberdade e teria mais amores do que tive.
Viveria cada dia como se fosse um prêmio
E como se fosse o último.
Daria mais voltas em minha rua, contemplaria mais amanheceres e
Brincaria mais do que brinquei.
Teria descoberto mais cedo que só o prazer nos livra da loucura.
Tentaria uma coisa mais nova a cada dia.
Se tivesse outra vez a vida pela frente.
Mas como sabem…
Tenho 88 anos e sei que…estou morrendo.”

“Os poetas, como os cegos, podem ver no escuro”

Jorge Luis Borges

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Floralis Generica


A Floralis Generica, ou  para nós brasileiros “Flor Metálica”, é inegavelmente um belíssimo monumento na cidade de Buenos Aires. Localiza-se no Bairro da Recoleta, bem ao centro da Praça das Nações Unidas. Para abrilhantar ainda mais a questão estética abaixo dela existe um espelho d´água. O monumento em sí é feito de aço inoxidável, com armação de alumínio, pesando aproximadamente dezoito toneladas.

Uma das características mais legais deste monumento está no fato de suas pétalas se abrirem e fecharem, dependendo da hora do dia. Durante o período da noite a flor se fecha, emitindo de seu interior uma luz vermelha. Pela manhã  suas pétalas se abrem. O mesmo mecanismo elétrico que comanda as pétalas também é o responsável por fazê-las fechar, dependendo do clima.

Um fato curioso é que quando ela foi inaugurada deu uma “zica” no sistema elétrico, o que acabou impedindo que ela se fechasse. O probleminha só foi resolvido dois meses depois.

Existem 4 datas especiais em que as pétalas permanecem abertas durante o dia todo: 25 de maio (revolução de maio), 21 de setembro (independência da Argentina), 24 (Natal) e 31 de dezembro (virada do ano).

Segundo o autor, o arquiteto Eduardo Catalano, Floralis significa que pertence a flora, e genérica deriva do cenceito “gênero”, reprsentando todas as flores do mundo.

Alguns dados extraídos do site Wikipédia.

Adiós Argentina!

Impagável! Será que precisa traduzir?

Resumo da Viagem Uruguai e Argentina

Por muitas vezes uma viagem pode nos ser reveladora, tornando-se um “prato cheio” para acontecimentos marcantes. Podemos descobrir muitas coisas, ver luagres, conhecer pessoas, provar comidas e assim por diante. Esta última viagem para o Uruguai e Argentina foi bastante marcante, pois estava viajando entre uma boa turma de amigos. Estavam aí todos os ingredientes para que tivéssemos uma ótima viagem.

Como de costume vou listar abaixo as peculiariedades de nossa trip:

  • 1 van
  • 9 amigos viajando + 1 amiga agregada no meio da viagem
  • 10 dias de trip
  • 3 países
  • 3 estados brasileiros
  • 11 Cidades
  • Mais de 3500 km rodados
  • 32 postos de pedágio
  • 30 postos policiais
  • 3 churrascos durante o caminho (1 alusívo ao ano novo, na lage)
  • 3 casas alugadas para pernoite
  • 5 pernoites em hotel
  • 1 passarinho atropelado

TOP – LUGARES

  1. Cabo Polônio – Uruguai
  2. Reserva do Taím – RS
  3. Puntal del Este – Uruguai

TOP – PERRENGUES

  1. Mendigo indignado na Ciudad Vieja, em Montevidéu. Alí foi um momento tenso…
  2. Perrengue na aduana do Uruguai durante a volta. O cara embaçou quanto ao pagamento de uma taxa, que não havíamos pago na ida.
  3. A busca pelo almoço no dia 01 de janeiro em Montevidéu. Estava TUDO fechado! Parecia uma cidade fantasma.

TOP – MANCADAS COM O ESPANHOL

  1. Miijo (fala-se MIIHO) – Para a Aline isto era milho, em espanhol.
  2. Cocho – Para o China, carro.
  3. Playa – Quando falavam esta palavra a Letícia associava seu significado a palavra “praça”.

TOP – MELHORES RANGOS

  1. Indubitavelmente o “festival” de frutos do mar do Mariovani, em Piçarras.
  2. Tenedor Libre – Restaurante Chino em Beunos Aires – Alí enchemos a pança!
  3. Chivitos do Chuí

TOP – MELHORES HOSPEDAGENS

  1. Pousada Milady, na Praia do Cassino – RS
  2. Hotel em Laguna – SC
  3. Casa alugada em Punta del Diablo – Uruguai

TOP FIVE FOTOS (Não necessariamente em ordem)

Torres - RS

Caminito - Buenos Aires

Estádio Centenário de Montevidéu

Um orgulhoso leão-marinho pousando para uma foto em Cabo Polônio

A imensidão da Reserva do Taím

Buenos Aires

Artístas de rua na Calle Florida

Caminito

Flor Metálica

Prédio da Faculdade de Direito

Bandeira da Argentina tremulando por todos os lados.

Quilmes

Hoje acordamos cedo no hotel do Alfredo, em Montevidéu. Eram aproximadamente 5:30hrs quando começamos a carregar o carro. Levamos um susto, pois fomos abordados por um marginal que queria nos ajudar a carregar a bagagem no carro. Logicamente nao foi de graça. Demos algumas moedas, mas o cara ficou indignado e jogou tudo na nossa cara. Foi tenebroso, porque só havia a gente nas ruas da Ciudad Vieja, que por natureza já sao perigosas.

Seguimos rumo a cidade de Colônia del Sacramento, em brusca de uma travessia de barco para Buenos Aires. Conseguimos comprar os tickets por um preço um pouco mais em conta. Dá última vez em que fiz esta travessia o barco era muito podre e a estrutura horrível. Hoje em dia a coisa está bem mais organizada para atender os muitos turístas que passam alí todos os dias. O barco é de primeira e a viagem durou apenas 1 hora.

Chegamos mais ou menos meio dia e nosso perrengue incial foi para procurar um hotel. Como tínhamos somente uma tarde nesta cidade coremos contra o tempo. Após algumas tentativas e uma boa caminhada, conseguimos um hotel razoável a um bom preço bem perto da Calle Lavelle.

A tarde comemos num restaurante chinês, também por uma bagatêla. Tudo está muito barato com a desvalorizaçao do peso argentino e a cidade foi invadida por brasileiros. Só se ouve português poraqui. Passeamos de taxi pela cidade e gastamos muito pouco. Fomos ao Caminito, ao Estádio do Boca, a Flor Metálica, caminhamos pelas Calles Florida e Lavelle. Tudo bem tranquilo abaixo de um sol escaldante. Aliás, estamos todos bem passados.

Amanha voltamos cedinho ao Uruguai para iniciar nosso trajeto de volta.

Breve mando mais notícias.

Buenos Aires

Caminito, um dos bairros mais tradicionais de Buenos Aires.
Um pedacinho do Obelisco da 9 de Julio.
Uma manha em Buenos Aires.

Caminito colorido.

Cores.

Quase na hora de ir embora… Todos com suas passagens compradas e prontos para enfrentar mais algumas horas de busao. Daqui a pouco comeca a correria do Jamboree Nacional… Para o conhecimento de todos hoje vamos aproveitar o dia para andar mais um pouquinho pela cidade, que por sinal é maravilhosa e tem um charme europeu.
Nesses dois dias pudemos desfrutar da comida portenha, incluindo a famosa carninha argentina, e pudemos sentir um pouquinho do ar do centro da cidade. Estivemos também em um dos bairros mais populares da cidade, o Caminito de La Boca, onde encontra-se o estádio do Boca Junior. O bairro é bem charmoso, com suas casinhas coloridas e seus bares movimentados. Acabou virando ponto turístico!

Estádio de La Bombonera

O museu de “La Bombonera”
Avalanche solo.
La Bombonera
Bons ares em Buenos Aires. Pela primeira vez sentimos algum tipo de conforto em estar em um lugar agradável. Rivalidades a parte o povo portenho é muito educado e, como bons descendentes de italianos, sao amantes da boa mesa.
Por falar em rivalidade fomos conhecer o Museu do Boca Juniors e o estádio de La Bombonera. Claro, o estádio nao e uma Arena da Baixada e esta bem mal conservado, caindo aos pedacos, mas mesmo assim existem nele um certo encanto e uma mística incrível. O bairro de Caminito respira a vida de seu clube e de seu maior ídolo: Diego Armando Maradona. O museu é bacana e tem até uma camisa do Pelé.

Minas de Wanda

Está aí um atrativo muito pouco conhecido da Tríplice Fronteira. As Minas de Wanda ficam bem pertinho de Puerto Iguazú, a mais ou menos 45 km de Foz do Iguaçu. É um caminho bem bacana, ao ar livre, por uma trilha de jazídas de pedras preciosas e semi-preciosas. Acabamos conhecendo Wanda por acaso, quando eu e meu amigo Rafael resolvemos ultrapassar um pouco mais a fronteira Aragentina adentro. Também encontramos um Grupo Scout em Wanda e fomos muito bem recepcionados pelo pessoal. O Grupo Scout Imaculada Concepcíon fica num container.

Na visita as minas os próprios moradores servem como guias para companhar os turístas. Els explicam a origem das jazidas no decorrer das 4 horas de visita.

As jazidas surgiram com o derrame de lava vulcânica há milhares de anos. A lava fervente gerou bolas de ar nas rochas, que se cristalizaram gerando as variedades conforme a composição de dióxidos e silícios. Hoje, de longe, parece um rochedo típico da região, mas o coração do basalto irradia cores e energia.

São cinco minas que ofuscam aos olhos dos turistas, que fazem a visita a pé. Lá é possível encontrar esmeraldas, rubis, ametistas, ágatas, topázios (amarelo, azul, marrom), cristais de rocha rosada, cristal de Vênus, água-amarinha, entre outras espécies. O conjunto tem nada menos que 52 variedades.

Os visitantes também podem acompanhar de perto a extração a céu aberto e em cavernas. Em alguns casos o trabalho leva mais de um ano, pois o manuseio artesanal requer muito cuidado, devido à fragilidade dos tesouros (não podem ser cavadas com explosivos). Os exploradores têm receio de prejudicar as bordas das pedras.

Além do brilho das pedras, o circuito turístico oferece a possibilidade de acompanhar a lapidação das pedras. Uma coleção das espécies locais está exposta no Museu de Pedras. O parque abriga lojas especializadas onde se pode comprar amostras brutas ou trabalhadas.

Os guias do passeio dizem que conhecer as minas ajuda a renovar as forças com a energia positiva emanada. Isso porque o ambiente é cercado de fontes naturais. Está à margem do Rio Paraná, não muito distante das Cataratas do Iguçu.

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Eu e Rafael com integrantes do Grupo Scout Imaculada Concepcíon.

Parte do texto foi extraído do site: h2foz.com.br

Panelaço em Buenos Aires – Argentina

Panelaço em Buenos Aires: Eu Prticipei!
Todos sabem que a Argentina passou por uma crise “daquelas”. Bem no auge desta crise, eu e meu amigo Rômulo resolvemos fazer uma visita a cidade portenha. Depois de uma extenuante e enjoativa travessia pelo Rio da Prata, desembarcamos em Buenos Aires para conhecer o centro da cidade, já que estávamos a caminho de Mendoza. Pois enquanto andávamos pela Av 9 de Julio percebemos uma movimentação interessante. Várias pessoas com faixas e panelas na mão estavam fazendo um “fervo”. Nem acreditamos, estávamos diante do famoso “panelaço” que sempre víamos na televisão. Não aguentamos e tivemos que participar desta importante movimentação popular. O objetivo era detonar o Banco de la Nacíon, que estava bem guardado pela polícia argentina. Logicamente não chegamos a participar do desfecho, mas certamente, entramos para a história da Argentina…

Mendoza – Santiago


Texto extraído do caderno de viagens durante a travessia da América do Sul Leste – Oeste, datado de 04/01/03:

Desembarcamos na cidade de Mendoza por volta das 12h e fomos almoçar no piso superior da rodoviária. Mandamos ver numa hamburguesa e num refri. Após o almoço sentamos e refletimos bastante sobre que caminho seguir. Resolvemos então que deveríamos completar o nosso objetivo primária: chegar até o Chile. Fomos atrás de passagens e acabamos conseguindo uma van que saia as 14h. Enquanto eperávamos a saída da van conhecemos uma carioca que nos comentou que foi roubada em um hotel de Mendoza e que a idéia dela era seguir até o Deserto do Atacama.

Próximos da hora de sair fomos atrás de nossa van, onde socamos nossas mochilas no porta malas e seguimos rumo a Cordilheira dos Andes com destino a capital chilena Santiago. Esse trecho da cordilheira é maravilhoso. Conseguimos visualizar o Aconcágua, o Cemitério dos Andinistas, belas cascatas e cumes nevados. Após a travessia do “Túnel Internacional” chegamos finalmente na aduana chilena onde nos revistaram tudo!! Da fronteira seguimos viagem passando pelo famoso trecho chamado de “Caracol” devido as suas sinuosas curvas até chegarmos na rodoviária de Santiago. No centro da cidade descemos por uma rua chamada “Cienfuegos” e lá encontramos o albergue da HI onde pudemos descansar, tomar um bom banho e conhecer algumas pessoas. Saímos pela noite chilena e nosso jantar foi num desses botecos de esquina, onde pudemos degustar algumas enpanaditas.
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