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Keith Wright – O Mochileiro Mais Velho do Mundo

Para muitos uma boa alternativa para curtir a velhice é jogar bingo ou gamão, mas não para Keith Wright, um senhor aposentado de 95 anos, que na “reta final da vida” resolveu fazer um  mochilão pela Europa. Seu roteiro inclui Espanha, Alemanha, Áustria e Grã-Bretanha.

O jornal britânico “The Telegraph” o descreveu como sendo “o mochileiro maos velho do mundo”. Uma das coisas que mais me motivam ao ler uma notícia como esta, é que realmente não existe idade para se “pirar o cabeção”.

Keith Wright começou a mochilar aos 85 anos, após a morte de sua esposa. Sua primeira trip foi uma travessia de ônibus pela Turquia. Não satisfeito, ele resolveu fazer uma pequena jornada por alguns países do Leste Europeu. Depois disso pegou gosto pela coisa, e volta e meia se vê envolvido numa bela viagem.

O veterano da Segunda Guerra Mundial vendeu a casa e começou a economizar o dinheiro da pensão para poder viajar todos os anos. Na última década, Wright esteve em 23 países e 109 cidades.

“Eu vejo coisas que a maioria dos turistas não conhece, pois fujo dos pontos turísticos e estou sempre tomando ônibus e trens para me locomover”, conta Wright. “A maioria das pessoas que conheço se surpreende ao saber minha idade e perceber que eu venho de um lugar tão distante como a Austrália”.

Wright também segue a risca a filosofia da arte de mochilar, gastando pouco dinheiro e dormindo em hostels.

Nunca é tarde para nada! #ficaadica

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Dan Osman

Passei boa parte da minha adolescência escalando as montanhas paranaenses e enfrentando os desafios que a vida ao ar livre proporciona. Sempre fui apaixonado pela escalada e  parte de minha inspiração veio dos filmes da série “Master of Stone”, com suas belas escaladas em cenários espetaculares.

Esta séria de filmes era estrelado por escaladores consagrados, verdadeiras feras. Entre eles estava quase que sempre presente, um camarada chamado Dan Osman. Para os mais novos, pode ser que este nome não seja conhecido, mas trata-se de um verdadeiro mito do mundo da escalada.

Dan Osman, americano, nasceu em 1963 e ficou conhecido por praticar esportes sob risco extremo, entre eles o “free-solo”, escalada que não utiliza nenhum tipo de equipamento de segurança. Levava um estilo de vida bastante alternativo e costumava passar vários dias em sua casa na árvore, nada de muito esforço e muito menos de trabalho…

Outro esporte em que Dan se destacava era o “Rope Freefalling”, também conhecido como “Pêndulo”. Realizava saltos épicos, de 100, 200mts.

Dan morreu no dia 23 de novembro de 1998, com 35 anos de idade após sua corda falhar durante um “Rope Freefalling”, no Parque Nacional Yosenite – EUA. Este salto foi preparado durante vários dias e chegou a ser realizado com sucesso. Foram 342m de queda e tudo ok! Não satisfeito ele resolveu dar um pouco mais de corda e saltar 365m. Mesmo sabendo do risco ele saltou, mas sua corda se rompeu e ele acabou se chocando contras as árvores e depois contra o solo. Deixou esposa e filha…

Muitas pessoas desaprovavam as experiências de Osman, mas de qualquer forma ele proporcionou imagens incríveis e realmente desafiou os limites humanos

O vídeo mostra algumas das muitas peripécias de Dan Osman. Dá para se ter uma ideia do que o cara era capaz de fazer.


Gaston Rebuffat

O grande alpinista francês  Gaston Rébuffat, nascido em Marselha, França, em 1921, foi um dos melhores alpinistas franceses em meados do século 20. Faleceu por conta do câncer, em 1985. Começou a escalar aos 14 anos, em penhascos próximos de sua casa.  Todo verão viajava para o norte para escalar nos Alpes, em Chamonix. Rébuffat tornou-se o primeiro alpinista a subir as seis grandes “faces norte”: Grandes Jorasses, Piz Badile, Petit Dru, Matterhorn, Eiger, e Cima Grande di Lavaredo, dos Alpes. Ele também foi membro chave na expedição francesa de 1950, que subiu o Annapurna, primeiro pico escalado com mais de 8.000 mts. Ao longo de sua carreira de 50 anos de escalada, ele fez mais de mil conquistas, incluindo muitas no maciço do Mont Blanc.

Gaston Rébuffat nunca teve educação além do ensino médio, mas  tornou-se o escritor mais importante do montanhismo. Ele escreveu 20 livros, que foram traduzidos em vários idiomas, além de ter escrito uma coluna sobre escalada para o jornal parisiense “Le Monde”. Após algum tempo fundou sua própria editora, em Genebra, além de ter narrado vários filmes premiados.

“O montanhista é uma pessoa que conduz seu corpo para onde um dia se fixaram seus olhos, e depois regressa. Escalar é um esporte, porém quem escala uma montanha, se coloca em uma situação muito diferente dos demais esportistas. Um corredor ou um jogador de futebol, apesar de todo seu esforço e empenho, pode sempre que desejar parar e se retirar podem chegar ao limite de suas forças e desmoronarem na pista ou campo, pois logo virá alguém para levá-lo a um lugar de repouso. Uma escalada de montanha, muitas vezes, não é um jogo que se possa interromper, mesmo que se esteja extenuado, no fim de suas forças, com os relâmpagos rasgando o céu, é impossível dizer basta, não posso mais, renuncio, me retiro, volto pra casa…
Nem mesmo depois de alcançado o cume, o esforço esta terminado. O risco é sem dúvida a regra mais dura desse esporte, mas também é um dos seus maiores atrativos, uma escalada é sempre uma aventura viril”.
(Gaston Rebuffat)

Hermann Buhl

Hermann Buhl (21 de setembro de 1924 – 27 de junho de 1957) é considerado um dos melhores alpinistas de todos os tempos. Foi um cara bastante inovador e basicamente deu início ao estilo de escalada alpina no Himalaia. Dentre suas façanhas podemos incluir a primeira ascensão ao Nanga Parbat (“montanha nua”), de 8.126mts, em 1953 (sem uso de garrafa de oxigênio) e a primeira ascensão ao Broad Peak, de 8.051mts.

Antes de sua bem sucedida expedição ao Nanga Parbat, 31 pessoas haviam morrido tentando escalá-lo, incluindo a elite do alpinismo alemão. Uma grande tragédia para a época.

Algumas semanas após a bem sucedida escalada ao Broad Peak, Buhl e seu companheiro Diemberger Kurt iniciaram a escalada ao ainda inescalado Pico Chogolisa (7.654m). Durante esta tentativa Buhl caiu através de uma cornija, sobre a crista sudoeste bem perto do cume. Seu corpo nunca foi encontrado.

Buhl nasceu em Innsbruck e era o caçula de quatro filhos. Após a morte de sua mãe, ele passou anos em um orfanato. Antes do Escotismo ser proibido na Áustria, Hermann Buhl foi um “Cub Scout” em Innsbruck. Na década de 1930, ainda adolescente  ele começou a escalar algumas montanhas dos Alpes austríacos. Em 1939, ingressou no Innsbruck da Alpenverein Deutscher (Associação Alpina Alemã). Era membro da equipe de resgate de montanha em Innsbruck (Innsbruck Bergrettung).

Durante a II Guerra Mundial interrompeu seus estudos e se juntou as tropas alpinas, com missões especialmente no Monte Cassino. Depois de ser preso pelas tropas americanas, ele voltou para Innsbruck e ganhou a a vida fazendo bicos. No final da década de 1940, ele finalmente completou a sua formação como um guia de montanha.

Tradução livre do Wikipédia

Laszlo Nagy (1921 – 2009)

Faleceu nesta sexta-feira, dia 18 de dezembro, o Sr. Laszlo Nagi ex Secretário Geral da Organização Mundial do Movimento Escoteiro. Não costumo postar notas de falecimento, mas a tão conhecida figura vale o post.

Laszlo Nagy, nasceu em 1921 na cidade de  Budapeste, na Hungria, mudando-se para Suíça em 1947. Já com 34 anos iniciou sua vida profissional. Beneficiário de uma bolsa de estudos e pesquisador do Instituto de Estudos Internacionais, ele tentou o jornalismo.  Colaborou ocasionalmente com o Jornal de Genebra, tornou-se correspondente alemão e, em seguida, repórter principal para a Gazeta de Lausanne. Em 1966 mudou seu rumo profissional e realizou um estudo crítico financiado pela Fundação Ford sobre a crise dos movimentos de juventude e, mais particularmente, do Movimento Escoteiro.  Tornou-se Secretário Geral da Organização Mundial do Movimento Escoteiro (WOSM), em 1 de maio de 1968, posição em que ficou até 1988.

Laszlo é creditado como sendo, mais do que qualquer outra pessoa, o criador da moderna Organização Mundial do Movimento Escoteiro. Basicamente ele pegou o que Baden-Powell tinha criado em 1907 e reinterpretou no contexto da década de 1960.  Sob sua liderança a WOSM aprovou uma revisão completa de sua Constituição em 1975, sendo 90% do que ainda é hoje. Também colaborou de forma significativa na elaboração do Propósito do Movimento Escoteiro: “contribuir para o desenvolvimento dos jovens para alcançar o seu pleno desenvolvimento físico, intelectual, o potencial emocional, social e espiritual”.

Durante seu mandato como Secretário-Geral o Escotismo expandiu-se, apesar dos recursos limitados. Seu sucesso se deu em grande parte a integração do desenvolvimento da comunidade em seus programas, como forma de torná-los mais relevantes para as necessidades dos jovens em suas comunidades locais, nacionais e internacionais. A criação da Fundação Mundial Escoteira também forneceu uma pedra angular para satisfazer as necessidades financeiras futuras do Movimento.

Após sua aposentadoria do Escotismo Mundial, Laszlo foi contratado como presidente da Fundação Jacobs, que é especializada em problemas enfrentados pelos adolescentes.  Laszlo então retomou o seu primeiro amor: a escrita. Ele é autor de vários livros, incluindo 250 Milhões de Escoteiros, Scoutisme Mondial: un centenaire qui se porte bien (Escotismo Mundial: Cem anos de Idade e Ainda Continua Forte).

Tradução livre do site: www.scout.org

Sr. Riccardo Cassin (1909 – 2009)

O italiano Riccardo Cassin, pioneiro no mundo da escalada e montanhismo, faleceu no último dia 6 de agosto em sua casa perto da cidade de Lecco, norte da Itália. Sua paixão pelas montanhas o fez escalar até os oitenta anos de idade.

Cassin escalou montanhas no Alasca, América do Sul e Himalaia, além de ter aberto várias vias clássicas nas Dolomitas e Alpes. Criou sua própria marca de equipamentos, a CASSIN, que posteriormente foi vendida para a CAMP. Riccardo sempre foi muito dedicado ao esporte e contribuiu muito com o mesmo, através da criação e aperfeiçoamento de equipamentos como pitons, piolets e roupas de montanha.

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O Notável John Thurman

Como hoje é dia do chefe escoteiro, além de parabenizar a todos meus companheiros de Grupo Escoteiro, cursos de formação, etc. também gostaria de fazer referência a um escotista mundialmente famoso e com uma atuação bastante notável em favor do escotismo. Trata-se do conhecido John Thurman.

Thurman era britânico, e foi condecorado com o “Bronze Wolf”, mais alta comenda do Movimento Escoteiro. Também assumiu o cargo de Chefe de Campo em Gilwell Park entre os anos de 1943 e 1969, tendo se destacado nesta função. Hoje em Gilwell existe um auditório que leva seu nome.

Thurman foi bastante conhecido basicamente por duas razões: a 1ª delas é porque foi dele a idéia de separar o esquema de formação da Insígnia da Madeira em duas partes, a primeira conhecida como formação básica (onde o adulto recebe o Arganel de Gilwell) e a segunda conhecida como formação avançada (onde o adulto recebe o lenço e o colar da Insígnia da Madeira).  A 2ª é porque ele era um excelente escritor, tendo redigido as famosas publicações técnicas conhecidas como “Gilcraft”.

Neste dia parabéns a todos aqueles que, quer como escotistas, quer como dirigentes, se enpenham em desempenhar de forma significativa seu papel no Movimento Escoteiro.

George Mallory

” Está se abrindo um novo campo de distração, uma nova maneira de ser feliz. A alegria é o sentido de nossa existência. Não vivemos só para comer e ganhar dinheiro. Muitos de nós sabemos, por própria experiência, que uma escalada é uma das mais esplêndidas fontes de prazer. Que maravilhoso resulta enfrentar a montanha, aplicar nossas forças contra os obstáculos naturais e sentir como nosso espírito vence a matéria inérte”

George Leigh Mallory foi um alpinista britânico e depois de tornar-se uma lenda nos Alpes, iniciou uma série de tentativas de conquistar o Everest em 1921 e 1922. Em 1924, realizou um ousado ataque final ao ponto mais alto do mundo junto com seu companheiro Andrew Irvine. Os dois nunca voltaram. Seu corpo foi descoberto em 1999.

Num de seus mais famosos momentos, ao ser perguntado repetidamente por repórteres em Nova Iorque durante uma série de conferências por que motivo queria ele escalar o Mte Everest, ele replicou a um deles “Porque ele está lá”, frase hoje associada para sempre a ele e ao montanhismo.

Os restos mortais de Mallory, descobertos em 1999.
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