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Zlatá Ulicka – A Vila Medieval de Praga

A cidade de Praga, na República Tcheca, é repleta de encantos. Suas ruas remontam a uma Europa antiga, tradicional, onde a arte adentra na vida cotidiano. Dentre seus encantos, vou destacar um em especial, que me agradou bastante durante minha última viagem. Trata-se da menor rua de Praga, onde encontra-se uma vila medieval preservada, chamada de Zlata Ulicka ou Golden Lane. É uma verdadeira viagem a idade média!

A vila localiza-se no complexo do castelo de Praga e é composta de pequenas casas, datadas do final do século 16, que parecem ter sido transportadas de um conto de fadas.

Golden Lane

A rua, juntamente com a vila, foram erguidas no final do século 15, durante a construção da muralha do castelo. Em 1597 o imperador Rodolfo II cedeu o espaço para os arqueiros, que guardavam a muralha, viverem com suas famílias. O espaço era pequeno, por este motivo as casas foram construídas em tamanho pequeno, quase que empilhadas umas sobre as outras. O material utilizado para a construção das pequenas casas foi pedra, barro e madeira.

Coleção de armaduras

Armas medievais - tacapes, espadas, escudos, elmos...

As casas resistiram a vários conflitos, e muitas delas foram destruídas durantes estas guerras, sendo que em 1657 sobraram apenas 14 delas. Com o passar dos anos as fortificações do castelo necessitaram de mais atiradores, por este motivo outras pessoas acabaram indo morar por lá. Pessoas ricas, pobres, artistas, funcionários, soldados, etc. já passaram por estas lendárias casas. Um dos seus moradores mais famosos foi Franz Kafka (casa de número 22) e a profetisa Madame de Tebas, que foi morta pela guestapo por ter profetizado o final do regime nazista.

Alquimia na mente!

A rua também é conhecida como Golden Lane devido aos alquimistas, que viveram por lá durante o reinado de Rodolfo II, que não só tentou fazer a Pedra Filosofal (ou elixir da juventude), mas também transformar metais em ouro. De fato, o local é cercado de histórias e lendas. Uma outra história conta que uma das casas era habitada por um velho homem, chamado Uhle, doutor em filosofia, que passou todo o seu tempo e gastou todo o seu dinheiro investindo em magia. Ele fez vários experimentos em seu laboratório. Foi então, que em 1831 a vila foi abalada por uma grande explosão, vinda de sua casa. Quando os bombeiros entraram na casa e extinguiram o fogo, eles encontraram o corpo de Uhle com uma pedra amarela em uma de suas mãos. Mais tarde, provaram que a pedra encontrada em sua mão era mesmo ouro. Quem sabe o velhote não conseguiu mesmo realizar o sonho de muitos alquimistas.

A casa de um alquimista.

O lugar localiza-se no Distrito do Castelo e é muito visitado. Para chegar lá, basicamente siga os turistas. Recomendado por este humilde trotamundo!

Bandeira da República Tcheca

A bandeira nacional da República Tcheca, nacionalmente conhecida como Státní vlajka České republiky (duvido que você pronuncie) é exatamente a mesma bandeira da antiga Checoslováquia.

Após a dissolução da Tchecoslováquia, a República Tcheca manteve a bandeira da Tchecoslováquia, enquanto a República Eslovaca adotou a sua própria bandeira. A primeira bandeira da Tchecoslováquia foi baseada nos braços, e nas cores branco sobre o vermelho. Esta bandeira era idêntica a bandeira da Polônia, sendo que apenas um triângulo azul foi adicionado. A bandeira foi banida pelos nazistas em 1939, e uma tricolor horizontal composta de branco, vermelho e azul foi utilizada. A bandeira original foi restaurada em 1945.

O autor da bandeira foi Jaroslav Kursa, um arquivista do Departamento de Assuntos Internos. A bandeira contém as cores vermelho e branco derivada do antigo Brasão de Bohemia. Como a bandeira ficou quase idêntica à bandeira polonesa, e tinha as mesmas cores da bandeira austríaca, uma cunha azul foi adicionada em 1920.

A bandeira tcheca foi oficialmente aprovada pela Assembléia Nacional da Tchecoslováquia (RSE) em 30 de março de 1920. Desde então, ela tem sido usada de forma contínua, excluindo o período da ocupação durante a II Guerra Mundial. Durante a Primavera de Praga (1968) e a Revolução de Veludo (1989) a bandeira serviu como símbolo dominante de unidade nacional.

Durante o ano de 1992, quando das negociações sobre os detalhes da dissolução da Tchecoslováquia , lideradas por Vladimir Meciar e Klaus Václav, foi inserida uma cláusula proibindo uso de símbolos do Estado da Checoslováquia, pelos seus estados sucessores.  De 1990 a 1992, o vermelho e branco da bandeira da Boêmia (diferente da bandeira polaca, apenas pela proporção das cores) oficialmente serviu como bandeira da República Checa. Posteriormente, depois de uma busca por novas simbologias, a República Checa decidiu manter a bandeira da Tchecoslováquia com um significado alterado.

Fonte: Wikipédia

Uma bela manhã na Charles Bridge, em Praga

Uma bela manhã na movimentada Charles Bridge, na cidade de Praga – República Tcheca.

Turistas e artistas de rua por todos os cantos desta histórica ponte medieval. Momentos inesquecíveis, sem dúvida.

Museu da Tortura Medieval

Trata-se de um museu bacanoso, na cidade de Praga, República Tcheca. Ideal para quem quer fugir do convencional e conhecer algo realmente “impactante”. Fica bem pertinho da Charles Bridge e você deve gastar algo em torno de 1 hora para conhecer tudo.

Parece mórbido, mas a tortura faz parte da história da Europa. Hereges, bruxas, inimigos do estado, ladrões, etc. eram sadicamente torturados, empalados, queimados, estripados, apedrejados e muitos outros “ados” que você pode imaginar. É incrível a gama de recursos e peripécias que podem ser usadas para violar o corpo humano e causar dor e sofrimento.

Visitar um museu como este é uma experiência, no mínimo, interessante e que acaba causando um certo efeito em qualquer pessoa.

A exposição conta com mais de 60 instrumentos de tortura, com as “instruções”  (disponíveis em alguns idiomas, incluindo o inglês) de uso de cada um deles. Se você nunca viu um cinto de castidade na sua vida, aí está a oportunidade… além de poder ver inúmeras serras, guilhotinas e outros aparatos.

A "arte de empalar"

Mais do empalamento.

Cadeira da Interrogação: Não eram apenas centenas de espetos de ferro extremamente desconfortaveis para sentar. Eles faziam questão de toca fogo embaixo da cadeira para esquentar de tal forma de ficar escaldante os espetos.

As máscaras de ferro eram usadas para punir de forma humilhantes as pessoas.

Donzela de Ferro - O aparato conta com estacas de ferro em seu interior. A porta é fechada vagarosamente, fazendo as estacas penetrar nos olhos, braços, pernas, barriga, peito, nádegas, mas não o suficiente para matar. A vítima ficava agonizando por aproximados dois dias.

Praga

Parece macumba, mas novamente tentaram nos roubar dentro do trem noturno. Depois de uma primeira experiência você acaba ficando mais esperto, por este motivo fiquei acordado a noite toda. Acabei pegando o cara dentro da cabine (que estava trancada). Na hora que ele entrou eu já estava de pé e só não fiz besteira por muito pouco (canivete no bolso). Resumo: leste europeu – FIQUE ESPERTO!

Além deste incidente no trem, acabamos tendo um “caixa 2” de um bilheteiro. Explico: como estávamos com o Global Passa ficamos tranquilos, já que este cobre a República Tcheca. Tamanha foi nossa surpresa quando o bilheteiro disse que teríamos que pagar a passagem, já que o trem passava pela Eslováquia, cujo o Global não cobre. A passagem deste trecho seria de 39 euros, mas se eu desse 20 ele não emitia o bilhete. Danadinho!!

Outra baita sacanagem que aconteceu no trem, foi que eles tiraram um vagão. Tivemos que ir para o vagão da frente, que estava lotado. Acabamos ficando no corredor! Uma hora de viagem sentados no corredor, totalmente espremidos! Ainda teve um maldito que resolveu acender um cigarrinho! Meu Deus!!! Pior que o trem da morte esta bagaça!!! Foi uma tortura! Fuleragem total!

Chegamos bem cedo em Praga e fomos para o Hostal Downtown, com excelente localização. Em compensação foi o albergue mais caro que ficamos. O “check in” era somente as 14h, mas a atendente permitiu que tomássemos um banho e deixássemos as mochilas. Estávamos acabados, morrendo de sono devido a noite mal dormida, mas mesmo assim saímos pela cidade. Ninguém na rua, tudo fechado, e nós em busca de um lugar para tomar café da manhã.

Encontramos um shopping com as portas abertas, mas as lojas todas fechadas. Acabamos achando um banco na praça de alimentação e dormimos… Acordamos com o segurança nos chamando. Mac Café resolveu nosso problema da fome. Com a barriga servida a “malária” foi embora e saímos para explorar todos os cantos de Praga.

Nossa primeira parada foi a Staromestské Námesti, que é uma praça histórica bem no coração da cidade, rodeada de igrejas e casas seculares, onde aconteceram várias passagens históricas. Esta praça foi declarada Patrimônio Cultural da UNESCO em 1992. Também na praça encontra-se a Staromestské Radnice (Prefeitura antiga), construída em 1338, conhecida pela sua célebre torre com o Relógio Astronômico. Resolvemos encarar a subida dos 70 metros da torre. A vista da cidade é maravilhosa lá de cima.

Staromestské Námesti

Chrám Matky Boží pred Týnem

A vista de cima da torre.

Gothic Chapel

Depois seguimos nossa caminhada passando pela Karluv Most, conhecida internacionalmente como Charles Bridge, com destino ao Prazský Hrad (Castelo de Praga), que fica no topo da cidade. No meio do trajeto visitamos o Museu da Tortura, com seus bizárros aparelhos.

Charles Bridge

Uma das peças do Museu da Tortura

Outro local que nos chamou bastante a atenção foi a Zlatá Ulicka, ou Golden Lane. Trata-se uma rua estreita com casinhas onde os trabalhadores do castelo trabalhavam no século 16, construída sobre o que era antigamente uma fortificação. Muitas peças interessantes, entre armaduras, espadas, elmos, etc… Esta região vale um pouco mais de atenção.

Na vila medieval de Zlatá Ulicka

No retorno comemos o “goulash”, prato típico do país, que basicamente é um guisado de carne de vaca.

Goulash

Nosso dia foi bastante intenso. Caminhamos bastante pela cidade, o que me faz concluir que Praga realmente vale a pena ser conhecida a pé. Lógico que exige um pouco de preparo, mas desta forma acaba-se conhecendosuas ruas e becos sensacionais.

Jantamos em um restaurante “chino” e voltamos para o hotel para descansar. O quarto era bastante espaçoso, com banheiro com uma ducha espetacular. Albergue caro, mas que valeu o investimento.

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